domingo, 7 de dezembro de 2014

A ESTRANHA...



Quando a inspiração de escrever me toma, não me resta nada a não ser relutar contra o sono e aproveitar o momento de tantos sentimentos que me assaltam o peito e vazam pelas palavras...

Apenas a estranha:

Alcunham-me de estranha. Porém, vos acho banais por não se permitirem viver um sentimento sem culpa. Por terem sido maus com outros ou até consigo mesmos, simplesmente porque precisam de vítimas para suas histórias.

Por se acovardarem em serem e viverem vocês ao se bloquearem diante tantas regras, preceitos e preconceitos.

Por se encapsularem em traumas passados, ignorar o presente e não deixarem que o futuro tome seu curso sereno.

Por se silenciarem quando existe um ouvido que precisa do som da palavra. Por negarem um sorriso a um coração carente. Por desviarem olhares de um rosto que talvez nunca mais vão poder enxergar. Por derramarem lágrimas de olhos esperançosos. E por utilizarem a boca para proferirem maledicências, enquanto existem almas que anseiam por galanteios.

Lábios foram feitos para beijar e as mãos para acariciar. A vida é efêmera, pode se perder num instante de tempo, e, então? O que foi a vida para você? Um marasmo sem emoções ou um abismo em conflitos? Conseguiu um dia reconhecer sua alma diante um reflexo no espelho? Acabou e você não sabe ainda quem é? Não pôde sequer dizer “eu te amo”, ou o que é pior, sequer pôde sentir o que é o amor?

Tenho apenas procurado incessantemente o amor que me transforme numa pessoa que reconheça o valor de alguém ante as diferenças e a inutilidade. Não falo de carne, mas algo que transcende este estado passageiro. Sentir o quão doce pode ser o amor na prática. Talvez, o Amor seja o adubo para cultivarmos a paciência, o respeito, o altruísmo e que ao final, os frutos serão tão só amor. Amor é pedestal, amor é cume. No final, é só isso que pode restar de um corpo consumido pelo tempo e de almas repletas de cicatrizes.

Tenho sido estranha por pensar em tudo isso. Tenho sido estranha por querer tantas profundezas no oceano em um tempo onde se querem tudo em um lago raso. Sou estranha por apenas ter tentado ser eu e ter um mundo só meu dentro de mim... 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

"Não sou prosaica, tampouco peculiar... Sou apenas o antagonismo ao que o mundo procura viver."


"Aprendam a enxergar o ser humano além da carne e verás o quão simples a vida pode se tornar ou não."

"No dia que meus sonhos acabarem, terei perdido o brilho nos olhos, o encanto no sorriso e a pureza na alma! "

"Muitos procuram por um amor verdadeiro, outros muitos esperam por paixões súbitas, outros apenas buscam viver sensações inusitadas por prazer. No entanto, poucos se libertam do passado como deve ser e guardam a saudade como recordação agradável findada e não como alimento de tormenta nostálgica de momentos que jamais voltarão e de pessoas que não merecem protagonizar um novo capítulo do seu livro... A importância que se dá as pessoas será o que ela representará para sua vida. Não eleve ao pedestal quem tem bons motivos para ficar no passado, merecimento algum para ser presente e sem qualquer valor para se tornar futuro, insignificante demais para integrar o final da sua história..." #ficaadica

Paixão Quinzenal





E lá vou eu novamente
Na madrugada varada
Escrever cantigas
De paixão frustrada,

Deu-me a lua crescente
Sem saber que a romântica inconseqüente
Tem fascínio pujante
Pelo corpo chamejante ,

Paixão repentina
De lastro devaneio
Aclamada na toxina do sexo libertino
E do prazer por anseio,

Prazer intenso
Mais profundo de alma do que de carne
Parece carma de um passado desconhecido
Seres que jazem no desencontro do findo extenso,

Um dia o furor desmotivado
Trincou o vaso plantado a semente
Ceifando-a na esperança piegas de um amor complacente
Desvendando um alguém tão emaranhado nos próprios receios
Cativo do ultrajar e desprovido de desvelos,

Assim mitigou a flama hostil
Que usurpou minhas veias
Ferveu o meu sangue
E queimou meu peito
Reacendida no local inóspito
Que escondia a pueril acalmada
E a inspiração para prosas floreadas,

Ardor proveniente do nada
Que marcha para o nada
Enternecedor que ainda é tudo
Em mim o brado por amor provençal


De uma avassaladora paixão quinzenal ...

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014





No encontro às escondidas,
coração bate acelerado,

pés e mãos suam frios
no medo de tudo ser desvendado...

Mas o medo passa no segundo
quando no beijo o desejo despertar,
o mundo já esquecido,
existindo apenas a paixão de dois seres ao se deitar...

Tudo se é entregue completamente,
todos os instantes vividos intensamente.
No entrelaçar dos corpos a mistura do suor do prazer insaciável,
sensação de amor, loucura e paixão incontrolável.

Porém, logo chega a dor da despedida
e em cada abraço e beijo que fica,
deixa a esperança de um novo encontro às escondidas...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014


Assim como estou horrenda vida!
Sozinha, porque tu me deixaste,
Sem sentir nenhum mísero remorso, se foi,
E assim contigo foi-se;
Ah sim, foi-se a alma,
E com ela todos miraculosos sentimentos de amor...

Deixaste somente as tristezas da desilusão e da solidão,
Que se fundem com a saudade trazendo a angústia tormenta,
Que me leva as noites de sono;

Em pensar que sonho em vão...
O que vivenciamos um dia no passado,
Hoje somente existe numa profunda recordação

No meu exorável coração!

Oh, Destino cruel,
Por que tu me deixaste a amargura?
Tiraste do meu seio talvez o único remédio desta vida féu...
Quem sabe a resolva a doçura de um amor sem fim?
Que em exuberante contemplo se acabe o tédio...

Então chegaste,
Em mocidade,
Aproveitaste de minha ingenuidade
Um amor que nem bem surgiu e logo se fez ir
Por alguém que interferiu,
Coração parou de sorrir
E a paixão só permaneceu em mim...
Desilusão de um amor que não eras para ser meu...

Que nunca foras meu!
O amor,
Doce agonia,
Triste alegria,
Saudade vazia
Satisfaz sentimento
Do pequeno momento da recordação,
Mantida pela emoção,
Apreendida pelo coração...

Clamar vida ou morte?
Viver para vencer
Ou morrer para esquecer?
Melhor lutar para realizar
Ou lutar para evitar?

Saber a resposta
A não ver a derrota,
Desatar este nó
Do andar só,
Amarga afeição
Descoberta a ilusão;
Loucura e fissura...

Castigo do destino,
O que fazer para merecer tal?
O final,
Trágico naufrágio,
Afundado,

Afogado!